Neste local, o autor divulgará os prêmios obtidos em concursos de poesia e similares, a partir de setembro de 1997 - data em que este site passou a integrar a rede mundial de computadores.




    Dois poemas do livro VISÕES ADOLESCENTES:

      - Corsário
      - Infância

    foram incluídos no texto de uma peça de teatro amador, encenada durante a 3ª. Semana de Valorização da Vida, realizada em VALINHOS/SP, com apoio da Secretaria Municipal da Educação e Cultura daquela cidade.





    O poema Memórias, que faz parte do livro JADE, lançado em 21 de setembro de 1999, em edição bilíngüe português/inglês, obteve Menção Honrosa no Concurso de Poesia "OLAVO BILAC", patrocinado pela CEBLA - Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes - Rio de Janeiro/RJ, em resultado divulgado em 17/10/1997. Leia o poema e a versão para o inglês (realizada pelo prof. Aldo Antonio Mitidieri):

     

    MEMORIES

    Awarded at the
    “Olavo Bilac” Poetry Contest
    Rio de Janeiro/RJ - 1997

    Time...
    a fast-moving whirl,
    advancing and paths taking shape
    every day.
    The first girlfriend - time, too,
    has taken her away.


    Then you discover, too late,
    in the make-believe of fantasy
    - no tricks, no lies -
    that happiness used to live by our side.
    In that giant space of time
    we lived life plentifully in adventure.
    Nothing we feared - we had joy.
    Two kids were we
    - girl and boy -
    searching for the same toy.

     

    MEMÓRIAS

    Menção honrosa
    Concurso de Poesia "Olavo Bilac"
    Rio de Janeiro/RJ - 1997

    Ah! o tempo... esse redemoinho
    em disparada.
    O tempo avança e os caminhos
    se formam
    - já vai longe o tempo da primeira
    namorada.


    Tardiamente, descobre-se
    - num arremedo de fantasia -
    que a felicidade vivia
    ao nosso lado, sem mistificação.
    Naquela quadra de horas gigantes,
    vivíamos plenos
    de aventura - não tínhamos medo.
    Éramos
    apenas duas crianças
    procurando o mesmo brinquedo.


     



    O autor participa de dez antologias de poemas, a saber:

      01 - PRIMEIRA ANTOLOGIA DOS POETAS INTERNAUTAS
        Poemas "DELÍRIO" e "SEPARAÇÃO" .
        Editora Blocos - Rio de Janeiro/RJ.

      02 - LITERATURA SÉCULO XXI, de Mônica Banderas
        e Whisner Fraga Mamede.
        Poemas "NORTE", "DELÍRIO" e "SEPARAÇÃO".
        Editora Blocos - Rio de Janeiro/RJ.

      03 - II COLETÂNEA KOMEDI
        Poemas "MEMÓRIAS" e "INTERIORES".
        Editora Komedi - Campinas/SP.

      04 - III ANTOLOGIA POSTAL CLUBE
        organizada por Araci Barreto da Costa.
        Poemas "DESCOBERTA" e "MISTÉRIO".
        Postal Clube - Rio de Janeiro/RJ.

      05 - SACIEDADE DOS POETAS VIVOS - Vol XIII
        Volúpia e Prazer. 17 autores
        Poemas "FRUTO PROIBIDO", "LUA NOVA", "FRONTEIRA",
        "CICATRIZES", "PRESSÁGIO" e "AMOR BARATO".
        Editora Blocos - Rio de Janeiro/RJ.

      06 - III COLETÂNEA KOMEDI
        Poemas "DESENCONTRO" e "VIAJANTES".
        Editora Komedi - Campinas/SP.

      07 - I ANTOLOGIA NAU LITERÁRIA
        Poemas "CONSELHO", "MEIA PALAVRA", "NORTE", "JADE" e "CAÇADA NOTURNA".
        Editora Komedi - Campinas/SP.

      08 - IV COLETÂNEA KOMEDI
        Poemas "DELÍRIO", "LEGADO" e "PASSAGEIRO NOTURNO".
        Editora Komedi - Campinas/SP.

      09 - PAINEL BRASILEIRO DE NOVOS TALENTOS - VOL. 7
        Poema "VERTIGEM".
        Câmara Brasileira de Jovens Escritores - Rio de Janeiro/RJ.

      10 - ANTOLOGIA 2000 - Academia Amparense de Letras
        Poemas "TERRA DO NUNCA" e "AMOR BANDIDO".
        Editora Komedi - Campinas/SP.




    O poema Mergulho, do livro VISÕES ADOLESCENTES, foi escolhido pelo poeta Fernando Paixão como melhor texto nas Oficinas Literárias promovidas pelo SESC - São Paulo em MAIO/1998. Confira o poema e a crítica:SESC ON LINE

    Galeria

    Poesia
    Sala de Fernando Paixão

     

    MERGULHO


    Abro saídas na mata fechada
    - densa floresta, rotas marcadas -
    sol poente,
    a inevitável escuridão que assusta.

    Busco na meia-luz a claridade.
    Tateio o véu indevassável
    - labirinto obtuso -
    ferimentos da alma dilacerada.

    Cambaleio na margem
    que se abriu na tormenta.
    Lembro a pureza da nascente,
    a esperança que me acompanhava.

    Lavo o rosto amargurado e frio
    nessa água pura, cristalina.
    Perderam-se nas profundezas do rio
    os reveses que sufocaram minha vida.


    Flávio,

    Gostei do seu poema Mergulho porque me parece que ele dialoga com o poema de Sá-Carneiro quanto ao vocabulário e às imagens poéticas. Embora não siga a mesma composição métrica que o poema-matriz, você se manteve na mesma esfera de idealidade sugerida no original. O seu poema - como o do modernista português - reflete um conflito, ou melhor, um antagonismo de base entre o sujeito poético e o mundo exterior, ainda que o "lado de fora" seja apenas referido através de conceitos ideais: "inevitável escuridão", "véu indevassável", "tormenta" etc. Gostaria que você notasse, porém, que o poema do Sá me parece mais rico em termos de novidade imagética, com uma exploração de sons e de estranhamentos maior do que você ousou. De qualquer modo, gosto do seu poema, em si, porque ele me parece inteiro e realizado, com um movimento de inteireza compreendido entre o início ("Abro saídas na mata fechada") e o verso final ("os reveses que sufocaram minha vida"). Parabéns!

    Fernando Paixão




    O poema Caçada Noturna, do livro JADE (1999), foi debatido na oficina literária coordenada pelo escritor João Silvério Trevisan, em 10 de junho de 1999. A íntegra do bate-papo encontra-se em Espaço Literário/Balaio de Textos - SESC ON LINE.


    CAÇADA NOTURNA


    Quando a noite põe em fuga
    o dia;
    quando a luz do sol se contorce
    em agonia;
    quando o último
    vestígio da claridade telúrica
    se esvai

    Quando o tempo corrido
    deixa fluir
    o tempo natural;
    quando o som do alarido
    dá lugar
    ao assovio genial

    Quando a imaginação
    desata
    o nó das amarras;
    quando o vôo do querubim
    viaja
    na altura de todas as casas

    Quando se ouve bem ao longe
    toques de um singular
    clarim;
    quando enfim a cidade silencia
    seu labor
    e fica à mercê da fantasia
    que habita em mim

    Surge então
    por detrás
    da última cordilheira
    uma virtual poeira,
    levantada por anjos noturnos
    que guardam
    suas asas,
    escondem os alçapões e caminham
    no meio da multidão
    impunes.






    Leia a entrevista que o autor concedeu ao repórter Rodrigo de Souza Leão, do e-zine CAOX, na edição de 27/06/1999 - jornal virtual BALACOBACO.





    Leia a crítica publicada no jornal Correio Popular, de Campinas/SP, por ocasião do lançamento do livro JADE (1999).

    (21/Setembro/1999)
    LITERATURA

    Villa-Lobos lança ‘Jade’, inspirado
    em Cecília e Drummond


    A produção poética de Flávio Villa-Lobos começa a disparar. Ele lança hoje, às 20 horas, na Cervejaria Continental, o livro de poemas, JADE. Ainda no prelo, tem ENIGMA VELOZ, a ser lançado no segundo semestre de 2000, e SINAL DE MENOS, que está em fase de revisão. Além disso, mantém endereço eletrônico para divulgar o que escreve.

    Nascido em Amparo e com residência em Campinas, publicou anteriormente apenas um livro, VISÕES ADOLESCENTES, em 1996 - praticamente, segundo ele, foi forçado por amigos a remexer no baú de escritos de 25 anos e organizar em forma de livro. Agora, com JADE, alça vôo mais alto e passa a escrever para o público em geral.

    A publicação tem 16 poemas e é dividida em duas partes: poemas antigos e novos poemas. Com estilo baseado na literatura de Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, entre outros, seu território poético trata do cotidiano e de vários estados emocionais. Os poemas se configuram, principalmente, como simbolistas.

    "Meu processo de trabalho começa com uma idéia e depois lapido esse tema incessantemente até encontrar as palavras ideais. Tenho uma auto-crítica ferrenha e a preocupação maior recai sobre o ritmo", afirmou. JADE é bilíngüe (português/inglês). As versões foram feitas pelo professor Aldo Antonio Mitidieri.

    Para divulgar o que escreve, o poeta mantém um site na internet. Ele chega a receber 950 visitas mensais. O endereço eletrônico é http://correionet.br.inter.net/lobos. O poeta é formado em Letras e Administração de Empresas, pela PUC-Campinas. JADE deverá ter lançamento ainda em São Paulo, Amparo e região.

    JADE - Livro de poemas de Flávio Villa-Lobos. Edição bilíngüe em português/inglês. 144 páginas. Editora Komedi. R$ 27,00. Lançamento hoje, a partir das 20 horas. Cervejaria Continental. Rua Barão de Jaguara, 1.373, Centro - Campinas/SP.





    Em sessão solene realizada na cidade de Amparo/SP, no dia 30/03/2000, a Academia Amparense de Letras conferiu ao poeta Flávio Villa-Lobos o diploma de sócio efetivo, em consideração ao real valor demonstrado em suas obras literárias. O autor foi indicado pelo acadêmico Isaias Teves e sua postulação obteve unanimidade de votos,em assembléia realizada dia 12/12/1999, fato inédito nos anais daquele sodalício. O novo acadêmico passou a ocupar a cadeira n.º 39, tendo como patrono o poeta João Cabral de Melo Neto.




    O poema CONTORNO, do livro SINAL DE MENOS (2002), foi debatido na oficina coordenada pelo escritor João Silvério Trevisan, em 22 de junho de 2000. A íntegra do bate-papo encontra-se em Espaço Literário/Balaio de Textos - SESC ON LINE.


    CONTORNO


    É uma porta cincada - não fecha;
    noite anciã que nunca termina
    - aragem assaltando a fresta
    do tempo que te lancina.

    É uma sombra palpável - nunca arrefece;
    uma promessa apenas - não se realiza,
    luz sonâmbula que despe
    a mórbida silhueta de tuas linhas.

    É um soluço abrindo-se tardio,
    choro preso de mágoas profundas:
    pranto contínuo que reverte
    ao fogo brando de tuas amarguras,

    ao horizonte plúmbeo em que pairas
    inerte, sem astrolábio nem bússola:
    navio à deriva, fadado ao desmonte
    inexorável de negras tessituras.

    É uma falsa perspectiva do que seria,
    traço lancinante de tua pálida figura:
    quadro inacabado de uma antes
    nítida, quase perfeita criatura.





    Leia a crítica da jornalista Carlota Cafiero, publicada no jornal Correio Popular, de Campinas/SP, edição de 28/11/2000, por ocasião do lançamentodo livro ENIGMA VELOZ (2000).

    "Poemas de leitura rápida, mas prazerosa. Muitas fazem um convite irresistível à releitura e nova viagem se anuncia. ENIGMA VELOZ é o nome da terceira aventura de Flávio Villa-Lobos pelo mundo literário. Seu ilustre sobrenome advém do seu gosto e conhecimento da obra do grande mestre da música erudita brasileira Heitor Villa-Lobos e, conseqüentemente, do grande maestro Antonio Carlos Jobim.

    Esses dados estéticos não são descartáveis, pois muito do que o poeta imprime à sua escrita é fruto das coisas vividas e sentidas. Pois então, os apreciadores de poesia poderão desfrutar dos deleites e delírios de Flávio Villa-Lobos a partir de hoje, com o lançamento de seu livro na Cervejaria Continental, às 19 horas. Seus 20 poemas trazem certa nobreza e até altivez de sentimentos, sensações e situações, mas não escondem o drama quixotesco de um boêmio apaixonado.


    Quem vive aos tropeços
    na rua iluminada
    pela lua dos poetas,
    sabe da indelével chama
    que apaixona
    e conduz ao desvario cego
    que nunca se engana.


    Esta estrofe abre o poema "VERTIGEM". Também não falta como tema o ato mais primitivo e ainda fonte de muitos versos úmidos e explosivos do autor, como no poema "FRONTEIRA":


    Por sobre a dobra viva
    do teu colo,
    caminha e desliza
    meu furor cadenciado
    - arroubo ofegante de risos
    fragmentados,
    jactando-se em um magma de prazer
    escandinavo,
    frente à nobreza daqueles países
    baixos.


    Fazer poesia como fuga do cotidiano e seus compromissos inadiáveis. Fazer poesia para utilizar palavras extra cotidianas, como, por exemplo, nas estrofes do poema "INVENTÁRIO":


    O que me assombra de fato
    é procurar no espelho
    algum vestígio, algum resquício
    de sonho realizado

    e tateando a superfície fria
    descobrir nos escombros
    apenas o dever cumprido
    e sua inútil valia.


    Eis a razão de ser de um poeta. Eis a razão de ser de Flávio Villa-Lobos". Carlota Cafiero





    O poema SAGA, do livro ENIGMA VELOZ (2000), foi publicado na revista Literarte, edição de junho de 2000, dedicada inteiramente ao poeta sul-mato-grossense Manoel de Barros.


    SAGA


    Tenho gana de voar
    pensamentos,
    desaprender de pisar o chão.

    Criar asas de avoante,
    atingir nuvens de molde
    a atropelos.

    No rosto pressentir mistrais,
    minuanos
    que daqui desvejo.

    Extasiar de cor
    o arco-íris das primeiras águas;
    romper o horizonte
    feito nariz de avião.

    Poetar à lua nova
    alguns versos luminares;
    enrubescer estrelas
    com meu brilho néon.

    Prever o nascimento da súbita
    aurora
    e vencer a luz do sol
    em corridas matinares.

    Se a vida pasmar,
    redemoinho de novo:
    duma brisa pequena
    faço acontecer furacão.





    Em 06 de outubro de 2001, o autor participou como palestrante convidado na série Encontro de Escritores Campineiros, patrocinada pelo SESC - Campinas, onde foi debatido o mapeamento sobre "como, quem e a que associações de classe pertencem os poetas da cidade de Campinas."




    O poema O MENINO, AS PEDRAS E O LAGO, do livro ENIGMA VELOZ (2000), recebeu Menção Honrosa no VII Prêmio ESCRIBA de Poesia - Edição 2002, outorgado pela Secretaria de Cultura do município de Piracicaba/SP. O referido poema classificou-se em nono lugar entre 3.648 trabalhos inscritos, fazendo parte da antologia dos trinta melhores poemas, editada pela Comissão Organizadora daquele renomado concurso literário.


    O MENINO, AS PEDRAS E O LAGO


    Primeiro, a escolha das armas:
    revolve-se o cascalho
    da margem,
    em busca de pequeninas pedras,
    lisas,
    em forma de cunha, enviesadas,
    que possam aninhar-se
    na palma da mão.

    Há que sentir um leve
    pulsar nelas,
    como se os fragmentos vibrassem
    com o repentino agasalho.

    Depois, mira-se o lago,
    a superfície mansa,
    estática
    - céu azul na imagem
    invertida -
    nuvens brancas,
    silêncio matinal
    num assovio de pássaro.

    Descreve um arco milimétrico
    a primeira pedra lançada.
    Uma, duas, três, quatro vezes
    ela salta e beija o espelho d'água.

    Olhos de lince
    perseguem as marcas
    - epicentros de minúsculas
    ondas se espalham...
    até onde irão estremecer
    a bucólica paisagem?

    A vontade de atingir
    o meio do lago,
    a outra margem...
    quem sabe?

    O dia flui na seqüência
    das horas,
    na aterrissagem das pedras.
    A tarde ígnea desponta
    e o rapaz prossegue desafiando
    a perícia, o alvo e o tempo,
    o tempo todo...

    As pedras já faltam
    e o lago noturno parece adormecer
    os olhos do homem exausto,
    profundamente mergulhado
    em vestígios do dia.

    Dos vários sonhos lançados
    naquelas águas
    trêmulas,
    restaram os dedos feridos,
    os amores passados
    e uma quase felicidade.

    Sem alarde, a vida inteira
    já havia ali transcorrido,
    à beira
    da margem esquerda do lago.





    Leia as resenhas do jornalista Ademar Lopes Junior sobre os livros JADE e SINAL DE MENOS.




    A POESIA DE FLÁVIO VILLA-LOBOS. Varejo Sortido Janeiro de 2005.

    JADE.
    Campinas/SP: Komedi, 1999
    Este é o segundo livro de Flávio Villa-Lobos lançado pelo selo Komedi. Sobre o livro, fala o editor Sérgio Vale: "Seus poemas prendem a atenção do leitor até o verso final, quando então a cumplicidade de pensamento entre autor e público surge naturalmente. Admirador confesso da dialética drummondiana, Flávio consegue imprimir uma vertente ímpar, embora percorra a mesma trilha do grande poeta mineiro". No livro pode ser encontrado outras impressões acerca do seu trabalho poético, comentado por Leila Míccolis, Whisner Fraga Mamede, Olegário Smith, dentre outros.

    ENIGMA VELOZ.. Campinas/SP: Komedi, 2000.
    Neste volume, o editor Sergio Vale comenta: "Ao lançar seu terceiro livro, Flávio reafirma seu modo artesanal de fazer poesia. Extremamente cuidadoso na escolha de palavras ao transpor para o papel as mensagens poéticas que lhe povoam a mente, o poeta revela-se obstinado cultor da perfeição, construindo sua obra com técnica e esmero invejáveis. (...) Com certeza, Enigma Veloz é um livro para ser apreciado, lido e relido por todos aqueles que, como o autor, sabem apreciar o refinado prazer da palavra".

    VISÕES ADOLESCENTES. Campinas/SP: Komedi, 2001.
    No prefácio do livro, a poeta Nye Ribeiro Silva afirma: "(...) Os poemas de Flávio Villa-Lobos falam de coisas comuns e singelas, com profunda originalidade. Saboreando-os, um a um, nos identificamos com uma palavra, uma lembrança, um sentimento. E a arte nesce de novo em cada um de nós - criatura que, por alguns instantes, experimenta a sensação de ser também criador". Também comentam sua poesia no livro o Fernando Paixão, Olegário Smith, Antonio Carlos Mattos, Alexandre de Paula, dentre outros.

    SINAL DE MENOS. Campinas/SP: Komedi, 2002.
    Este volume traz logo no início de suas páginas, um comentário do escritor Moacyr Scliar: "O que me encanta em seus poemas são, além do domínio da forma, esta sutil ironia, que aparece, por exemplo, no poema "Mote". Enfim, belo livro! Receba os parabéns e o abraço". Ainda constam dentre outros comentários, o debate na Oficina de Textos do Espaço Literário coordenado pelo escritor João Silvério Trevisan, além de manifestações de Sabrina Martins, João Nunes, Jayme Pladevall, e Carlota Cafiero, dentre outros.

    O que se pode dizer de Flávio Villa-Lobos está resumido na manifestação do Whisner Fraga Mamede: "Tenho lido muita poesia, principalmente de autores novos e a sua me surpreendeu. Há muito não lia um livro inteiro de uma só vez. Gostei muito. Você tem um estilo muito bonito, claro, aborda temas interessantes. Domina as rimas, quando necessárias, domina as palavras, sabe fazer versos. Parabéns pelo trabalho! Você é um excelente poeta! Siga em frente!".

    À primeira vista que eu dei, assim rapidamente e de soslaio, realmente me pareceu muito interessante todo o trabalho poético do Flávio Villa-Lobos. Este promete. Como recebi os volumes esta semana, evidentemente que não deu tempo de ler todos os seus livros, também porque, tem uma pilha enorme aguardando a minha apreciação e que chegaram há muito tempo, reclamando minha atenção.

    Devo, portanto, dizer que, neste momento, aplaudo o trabalho poético de Flávio Villa-Lobos e o excelente trabalho gráfico desenvolvido pela Komedi, ambos me surpreenderam. Mais adiante estarei comentando devidamente aqui e no Guia de Poesia tudo que me chega. Abração, Flávio e sucesso!




    O poema CRENÇA, do livro SINAL DE MENOS (2002), obteve o 8º lugar no I Concurso Nacional de Poesias Brasil em Versos - 2008, em resultado divulgado no 12 de junho de 2008.


    CRENÇA


    Cabe-me a loucura lúcida de acreditar
    na improvável leveza ambígua:
    o pisar das patas de um elefante
    enquanto passo afável, lento.

    Pressentir o derradeiro perfume
    de rosas vermelhas e brancas
    enquanto destroçadas pelo vento
    - dar-me a mim a certeza da dúvida.

    Resta-me a guarda dos relâmpagos
    dentro de uma noite inválida
    - natureza à solta, embrutecida
    enquanto prefiro-me platônico.

    Sem aviso, tratar a ferro e fogo
    golpes implacáveis do destino
    - arrancar-lhes o coração pela boca
    enquanto recomponho minhas forças.

    Basta-me decifrar o enigma de cristais
    em espelhos quebrados
    - reacender sonhos de infância
    enquanto disfarço a realidade.

    Diante do breu das horas cínicas,
    inventar luminosidades:
    correr às cegas
    entre o medo e a circunstância.

    Ante risos e espantos outros
    esconder a fugidia lágrima,
    enquanto a vida vai fluindo aos poucos
    sua imutável verdade vária.






    Em 15 de junho de 2008, entra no ar o site do autor no endereço virtual Recanto das Letras, um dois mais completos websites dedicados à literatura na Internet.




    Em 05 de julho de 2008, entra no ar o site do autor no endereço virtual Overmundo, website cultural patrocinado pela Petrobras.




    Em 13 de julho de 2008, entra no ar o site do autor no endereço virtual Planeta Literatura, website dedicado à literatura.




    Em 28 de agosto de 2008, entra no ar o site do autor no endereço virtual Interpoética, website dedicado à literatura.




    Em 29 de agosto de 2008, entra no ar o site do autor no endereço virtual Garganta da Serpente, website dedicado à literatura.




    Em 07 de dezembro de 2008, entra no ar o site do autor no endereço virtual O Melhor da Web, website cultural dedicado à literatura.




    O livro "Visões Adolescentes" foi recomendado pelo programa Happy Hour, do canal GNT, apresentado pela jornalista Astrid Fontenelle.




    Autor convidado do 1º Festival Internacional da Leitura de Campinas - FILC,com palestra agendada no evento "Encontro com o Autor", dia 25 de abril de 2009, às 16:00 horas.





    © 2001 Flávio Villa-Lobos